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HPV no Casal: O Que Fazer Quando os Dois Estão Infectados?

HPV no Casal: O Que Fazer Quando os Dois Estão Infectados?

Quando o HPV atinge o casal, a informação correta evita medo, culpa e reinfecção.

✨ HPV no casal não é motivo para culpa, é um convite ao cuidado compartilhado.

HPV no casal: isso é comum?

Sim. O HPV (Papilomavírus Humano) é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Quando um parceiro recebe o diagnóstico, é frequente que o outro também já tenha tido contato com o vírus, mesmo sem apresentar sintomas.

Isso acontece porque o HPV pode permanecer assintomático por meses ou até anos, sendo transmitido mesmo na ausência de verrugas ou lesões visíveis. Por isso, o diagnóstico em um dos parceiros deve sempre acender um alerta para avaliação do casal.

 

Existe risco de reinfecção entre o casal?

Essa é uma das dúvidas mais comuns. Tecnicamente, quando ambos estão infectados pelo mesmo tipo de HPV, o risco de “ficar passando o vírus de um para o outro” é baixo. No entanto, o problema surge quando:

  • Um dos parceiros elimina o vírus antes do outro
  • Existem tipos diferentes de HPV em cada pessoa
  • Há lesões ativas não tratadas, que aumentam a carga viral

Nessas situações, pode ocorrer reexposição ao vírus, dificultando a eliminação espontânea pelo sistema imunológico.
 

O casal deve parar de ter relações sexuais?

Na maioria dos casos, não é necessário interromper completamente a vida sexual, especialmente quando ambos já foram expostos ao vírus.
Entretanto, o uso de preservativo é recomendado, pois ajuda a reduzir a carga viral, diminui a transmissão de outros subtipos e protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis.

Além disso, em fases de tratamento de lesões ativas, o médico pode orientar pausas temporárias para favorecer a cicatrização.

Por que tratar as lesões é essencial para o casal?

Quando existem lesões visíveis ou alterações detectadas em exames, o tratamento adequado é fundamental não apenas para a saúde individual, mas também para a saúde do casal.

As lesões aumentam a concentração do vírus na região genital, elevando o risco de transmissão e de persistência da infecção. Ao tratar corretamente as lesões, seja no colo do útero, vagina, vulva, pênis ou região anal, reduz-se a carga viral e melhora-se a resposta imunológica local.

Por que o acompanhamento médico conjunto é importante?

Quando apenas um dos parceiros é acompanhado, o cuidado fica incompleto. O ideal é que ambos passem por avaliação médica, mesmo que um deles não apresente sintomas.

Esse acompanhamento permite:

  • Identificar lesões precocemente
  • Avaliar a persistência do vírus
  • Definir estratégias de fortalecimento imunológico
  • Orientar cuidados personalizados para cada parceiro

No caso das mulheres, exames como Papanicolau e colposcopia são fundamentais. Nos homens, a avaliação clínica e o acompanhamento urológico ou dermatológico ajudam no controle da infecção.

 

Vacina contra o HPV ainda é indicada para o casal?

Sim. Mesmo após o diagnóstico de HPV, a vacinação continua sendo indicada, pois:

  • Protege contra outros subtipos do vírus
  • Reduz o risco de novas infecções
  • Pode ajudar a diminuir recorrências

A vacina não trata o vírus já presente, mas é uma ferramenta importante de prevenção futura, inclusive dentro de relações estáveis.

 

O papel da imunidade no controle do HPV

O principal fator que determina se o HPV será eliminado ou persistirá é o sistema imunológico.
Por isso, estratégias que fortalecem a imunidade são essenciais no cuidado do casal, como:

  • Alimentação equilibrada
  • Sono adequado
  • Redução do estresse
  • Abandono do tabagismo
  • Tratamentos imunomoduladores quando indicados

Cada organismo responde de forma diferente, e o plano de cuidado deve ser sempre individualizado.

 

Conclusão

Quando o HPV está presente no casal, o caminho mais seguro é a informação, o acompanhamento médico e o cuidado conjunto.
Com prevenção, monitoramento adequado e fortalecimento da imunidade, é possível manter uma vida sexual saudável e reduzir riscos a longo prazo.

HPV não define o relacionamento, o cuidado compartilhado, sim.

 

Referências científicas

  • Centers for Disease Control and Prevention (CDC). HPV and Sexual Relationships.
  • World Health Organization (WHO). Human papillomavirus (HPV) and cervical cancer.
  • Moscicki, A. B. et al. (2019). Natural history of human papillomavirus infection. Journal of Infectious Diseases.
  • Doorbar, J. et al. (2012). The biology and life-cycle of human papillomaviruses. Vaccine.


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